AMARANTE

Amarante!
Desde pequena que é um marco importante na minha vida. É-me imprescindível, sempre que vou ao Norte, passar por lá. Sentar-me na esplanada de Pastelaria (uma delas) logo a seguir à ponte e saborear os manjares, que ali se fazem, sentada "sob o rio" com uma vista para o Tâmega, de inspirar qualquer um, com S. Gonçalo na frente.

Ali... naquela saliência (quadradinho branco, do lado direito, da imagem em cima) que parece mergulhar no rio, comem-se os melhores croissants (quentes) com chocolate. Difícil é escolher qualquer bolo, ou salgado. São óptimos!
Na frente, aos fins de semana e margens do rio afora, há sempre mercado. Uma feira onde se encontra o melhor que estas gentes fabricam e mercantilizam.

(Igreja e Convento)


História, história e mais história...

A marca do Caminho para Santiago.

Cresci a ver a minha avó preparar o farnel para o meu avó, todos os anos, sem falha, fazer a sua romagem a Amarante para visitar o Santo da sua devoção.
Ajudei-a muitas vezes e, numa família com tradições muito antigas, havia sempre um eclesiástico. Um dos membros que enveredava pelo sacerdócio e, de certo modo, impunha a sua "marca" nos restantes familiares (mais humildes) por estudar.
Tinha outras oportunidades, que os que se ficaram pela escola primária, não tiveram. E, consequentemente, havia sempre um tipo de reverência quando era visita.

Amarante é simplesmente bela! Um diamante dos mais finos. O facto de ser "pequena" não invalida ter tudo, em si. Tudo, que a faz uma cidade especial e ficar-nos no coração. Desde os cheiros, às cores, passando pela construção dos edifícios ao revestimento da calçada... é, linda!
O TÂMEGA
Para quem como eu, ainda miúda e depois adolescente, fez a viagem por onde o comboio actualmente já não passa e conhece bem este rio e as suas "gargantas" serpenteantes (vendo-o lá ao fundo a acompanhar todo o percurso dessa linha de outrora) é impossível não o achar um dos rios mais bonitos de Portugal!
Ainda que em certos lugares se faça tão estreito como um regato, para logo se "despedaçar" em rápidos e quedas de água de cortar a respiração.
Aquela cor lindíssima de "veludo", verde-escuro... que o arvoredo das encostas lhe empresta e não vemos vulgarmente, contrastando com a alvura da espuma dos "rápidos" a tropeçarem nas pedras... é magnífica.


A LENDA DO CASAMENTEIRO DAS VELHAS