Só se vive uma vez!

Imagem: National Geographic
Podia, claro que podia. Pegar na mala e "zarpar" rumo a cinco dias numa experiência mágica pelos Mercados de Natal europeus quando recebo uma revista mensal via correio. Podia! Claro que podia ir agora pagar depois, tanto férias estivais como outras. Durante um, dois, três anos, quatro, o montante fraccionado deste "giro" para, com os meus nos mimarmos; trazer depois maravilhosas fotografias de autor para exibir onde me aprouvesse.
Não sendo, porque nunca aceitei, patrocinada por quaisquer "marca" ou agência de viagens que várias vezes o propôs, dado em tempos adorar divulgar lugares de sonho por onde talvez me perdesse. Afirmar repetidamente que adoro "viajar sem sair do lugar" e sentada no sofá, partir à descoberta deste mundo surpreendente. Podia.
Pois claro que podia! Podia até pagar uma, duas partes e adiar o restante para "suavemente diluído" amortizar.
Mas não! Quando vou, note-se, sempre reticente ao entrar num avião. "Bicho" que sinceramente não me cativa, gosto de ir sem "atilhos nem grilhões". Apreciar a ida. E na vinda, continuar em paz, com a vida "em dia", ou pelo menos, fazendo o maior esforço por tal!
Já nos acontecem tantas peripécias diárias que não se esperam e para o que há sempre a obrigação de fazer frente. Nos tempos que correm e não só, é uma aventura arriscada viver de "empréstimo", quando se pode viver "desafogado" que baste.
Nunca foi, para mim, pacífico sentir-me presa a contractos. Sempre se tornou angustiante e motivo de insónia sentir-me acoada ou submersa por prazos e contas. Por outro lado, é comum ouvir: "só se vive uma vez".
Enfim! Cada um é como é, nada a criticar.
Mas tantas vezes é o próprio tempo e a idade, que nos ensina, cada vez mais, a ser assim!